DIÁRIO POLÍTICO DE FEIRA NOVA

DIÁRIO POLÍTICO DE FEIRA NOVA

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Armando pede que MP investigue denúncias contra Câmara


O candidato ao governo do estado pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou, hoje, que a sua coligação vai entrar com um pedido de investigação no Ministério Público do Estado para que o órgão apure denúncias feitas pelo deputado federal José Augusto Maia (PROS), de que seu partido decidiu fazer aliança com o PSB após receber promessas de vantagens financeiras no valor de R$ 2,5 milhões. Outros partidos, como o PP, de Eduardo da Fonte, também teriam recebido propina para aderir à campanha de Paulo Câmara para o Palácio do Campo das Princesas. Os valores no total giram em torno de R$ 6 milhões, podendo chegar a mais.
A denúncia de José Augusto Maia, destituído da presidência do PROS num acordo feito pelo PSB com a direção nacional do partido em junho, foi feita à Folha de São Paulo. Em Pernambuco, anteriormente, o parlamentar já havia dito aos aliados que tinha recebido propostas "pouco republicanas" para declarar apoio a Paulo Câmara, mas, como havia recusado, tinha perdido o comando da sigla.
“É possível inferir a gravidade dos fatos que estão ali apontados. Por isso, nossa coligação vai propor uma medida, que seria absolutamente imprescindível, que é a de que o Ministério Público Eleitoral apure profundamente os fatos ali apontados”, declarou Armando, após uma reunião com o conselho político de sua campanha.

Eduardista desde criancinha


A até então mais implacável crítica da era eduardista implantada em Pernambuco a partir de 2007, a deputada tucana Terezinha Nunes se rendeu aos caprichos socialistas e aderiu, hoje, na maior cara-de-pau, à candidatura do ex-secretário da Fazenda, Paulo Câmara, cria do ex-governador Eduardo Campos.
Só falta agora, a oposicionista de mentirinha declarar seu amor e sua lealdade canina ao projeto de Eduardo Campos de disputar à Presidência da República. Mais tarde ou mais cedo, quem sabe ela não joga a toalha, mostrando verdadeiramente que é uma oportunista de carteirinha.

blog Magno Martins

IBOPE DILMA GARANTE ELEIÇÃO EM 1º TURNO

Dilma 38; Aécio 22; Eduardo 8; 2º turno, diz Aécio

Ibope mostrou Dilma com 38%, Aécio com 22% e Campos com 8%.
Soma de rivais de petista dá 37%; para instituto, segundo turno não é certo.

OS NÚMEROS

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%

O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

Pesquisa espontânea

Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:

- Dilma Rousseff: 26%
- Aécio Neves: 12%
- Eduardo Campos: 4%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos: 17%
- Não sabe/não respondeu: 39%

Segundo turno

O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:

- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 33%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 8%
- Dilma Rousseff: 41%
- Eduardo Campos: 29%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Expectativa de vitória

De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.

Desejo de mudança

Aumentou do desejo de mudança do eleitorado em relação à pesquisa anterior. No levantamento anterior, de maio, 65% diziam que gostariam de mudar tudo ou quase tudo no governo. Agora, os mudancistas são 70%. Eles se dividem em dois grupos: 29% gostariam que o próximo presidente mudasse totalmente o governo do País (eram 30% em maio), e outros 41% querem que o próximo governante mantenha alguns programas mas mude muita coisa – ante 35% na pesquisa anterior.
Segundo 18% dos eleitores, o próximo presidente deveria fazer poucas mudanças e manter muitas coisas – ante 21%. Para 10%, a próxima gestão deveria dar total continuidade ao atual governo. Os que queriam total continuidade eram 9% em maio.

Situação econômica

A maior parte dos eleitores classifica a atual situação econômica do Brasil como regular. É a opinião de 48%, segundo o Ibope. Partes equivalentes avaliam que a economia está boa ou ótima (24%), ou julgam que, ao contrário, a situação econômica está ruim ou péssima (25%).
O Ibope também perguntou aos eleitores sobre suas expectativas para a economia do País em 2015. A maior parte (41%) acredita que a situação estará no próximo ano igual a como está hoje. Outros 34% acreditam que estará melhor, e 18%, que ficará pior do que em 2014.

Avaliação do governo Dilma:

Bom/Ótimo - 31%
Regular - 36%
Ruim/Péssimo - 33% 
Forma de governar de Dilma
Aprovam - 44%
Desaprovam - 50%
A sondagem foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'. 

A Nova Política de Eduardo Campos: Maia à Folha: propina para apoio a Paulo Câmara


O deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE)  é alvo de matéria de capa do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira, em reportagem na qual ele diz que recebeu e recusou oferta de 'vantagem financeira' para que seu partido integrasse a coligação do candidato do PSB ao governo do Estado, Paulo Câmara. Diz Maia ao jornal - reportagem de Ranier Bragon eMariana Haubert --que a oferta de propina foi feita pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Jr., e pelo líder da bancada do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), em reunião no saguão do hotel Atlante Plaza, na praia de Boa Viagem, na manhã de 12 de junho, dia do jogo de abertura da Copa.
No encontro do hotel, revela Maia, além dele, estavam presentes Eurípedes e os deputados federais Givaldo Carimbão (AL), líder do Pros na Câmara, Salvador Zimbaldi (Pros-SP), Ronaldo Fonseca (Pros-DF), Márcio Junqueira (Pros-RR) e Major Fábio (Pros-PB). Eurípides e Carimbão mencionaram uma 'proposta irrecusável' que o Pros teria recebido para apoiar o PSB em Pernambuco. Fonseca e Fábio permaneceram calados e Junqueira ficou falando no celular.
Segundo ainda a reportagem do jornal paulista, José Augusto Maia, que defendia o apoio à candidatura de Armando Monteiro (PTB) ao governo de Pernambuco e acabou destituído do comando do Pros no Estado, não quis dizer quanto teria sido oferecido, argumentando que não tem provas, mas disse que pretende informar os valores à Justiça.
PROPOSTA INDECOROSA 
''Já disse que foi uma proposta indecorosa, vergonhosa, impublicável e não republicana. Estou dizendo que foi uma proposta, com outras palavras, de vantagem financeira. Não estou dizendo as cifras, mas para bom entendedor o silêncio é o bastante, né? No juízo eu quero, aí eu vou dizer', disse José Augusto Maia.
Mas a outros deputados federais -- dois deles foram ouvidos sob condição de anonimato pela Folha, contaram a mesma história -- Maia afirmou que a oferta foi de R$ 6 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões seriam reservados a ele, para que o recém-criado Pros apoiasse Paulo Câmara.
O  deputado afirmou ter ficado indignado com a oferta,  -- diz o jornal -- mas, de acordo com o próprio relato, só decidiu torná-la pública 15 dias após o primeiro contato, quando ficou claro que o Pros não lhe daria condições de concorrer à reeleição.  O jornal afirma que todos os citados que foram ouvidos pela Folha e negaram a oferta.
Segundo dois colegas de Maia, os participantes da conversa não falaram em números por ter medo de grampo e anotaram os valores da propina numa folha de papel. Após o encontro, Maia foi destituído da presidência do Pros estadual.
IR A GERALDO JULIO 
O apoio ao PSB foi anunciado no mesmo dia. Maia diz ter rechaçado a proposta, mas continuou em negociação com o Pros e o PP, pois pretendia se lançar à reeleição em uma coligação exclusiva entre os dois partidos.  Segundo ele, essa hipótese foi descartada em uma segunda reunião, desta vez na sede do PP de Pernambuco, no dia 16 de junho, com o líder do PP, Eduardo da Fonte.
No encontro, diz, o deputado do PP sugeriu que falasse com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), aliado de Eduardo Campos. Segundo Maia, Da Fonte fez proposta de propina durante a reunião.
O apoio do PP e do Pros deve garantir à candidatura de Paulo Câmara mais de 1 minuto e meio no horário eleitoral na TV. Nacionalmente, as duas siglas apoiam a reeleição da presidente Dilma Rousseff.