DIÁRIO POLÍTICO DE FEIRA NOVA

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Humberto Costa quer tornar crime a importação de lixo hospitalar

 
Líder do PT apresenta projeto de lei que altera o Código Penal e prevê pena de prisão por até seis anos a responsáveis por reaproveitamento de resíduos usados por profissionais de saúde
 
A descoberta da importação de lixo hospitalar americano pelo Brasil levou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), a apresentar projeto de lei que torna crime a venda, a importação e o descarte irregular de resíduos hospitalares. A proposta, encaminhada à Mesa Diretora do Senado, prevê penas de prisão de dois a seis anos para quem vender, manter em depósito ou importar e exportar material hospitalar já utilizado pelo serviço de saúde.
 
“O projeto tem como objetivo suprir o vácuo no ordenamento jurídico e punir os responsáveis não apenas do ponto de vista administrativo, mas também pelo Código Penal”, disse o senador. O líder petista mostrou-se perplexo com a descoberta de contêineres contendo lençóis descartados, junto com outros materiais contaminantes, por hospitais da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A apreensão ocorreu há 15 dias, no porto de Suape, em Pernambuco, por fiscais da Receita Federal.
 
"O mais grave de tudo é que as autoridades americanas parecem ter ignorado o seu trabalho. Não fizeram o dever de casa, não fiscalizaram e permitiram o embarque desse lixo hospitalar para o Brasil. Os Estados Unidos nos devem explicações", disse. "É preciso que as autoridades responsáveis pela fiscalização americana nos esclareçam como lençóis hospitalares, seringas e material contaminado, enfim, todo esse lixo hospitalar veio parar aqui".
 
O projeto de lei apresentado pelo senador pernambucano aponta, contudo, a inexistência de crime, quando o material hospitalar é reutilizado pelo próprio serviço de saúde após a higienização, em casos definidos pela autoridade sanitária. “Essa proposta leva em consideração o regulamento da Anvisa, de 2003, que traz regras bem definidas para o gerenciamento de resíduos hospitalares, a fim de prevenir e reduzir os riscos à saúde e ao meio ambiente.  
O senador considera grave a situação que ocorreu em Pernambuco. "Muitas das peças apreendidas tinham a advertência not for sale (venda proibida) impressa nos lençóis", disse Humberto, que é médico e foi ministro da Saúde no governo Lula. "É uma indignidade. Só não é mais grave porque a Receita Federal cumpriu o seu papel e o caso passou a ser alvo de uma investigação ampla, que está sendo conduzida pelas polícias Federal e Civil, Anvisa e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária, além do Ministério Público Federal". O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, já está no Brasil investigando o caso.
 
 
Afronta
 
O caso citado pelo líder do PT ocorreu em 11 de outubro, no Porto de Suape, no Cabo de Santo Agostinho (PE), quando a Receita Federal apreendeu 46 toneladas de lençóis sujos e material de uso hospitalar. Em dois contêineres havia, além dos lençóis descartados por hospitais americanos, máscaras, catéteres, seringas e outros objetos contaminantes.
 
Ele comentou que, na terça-feira, 18 de outubro, a Polícia Federal descobriu a existência de lençóis descartados por hospitais americanos em hotéis e pousadas de Timbaúba, na região da Zona da Mata de Pernambuco. Logo depois, a Apevisa apreendeu 15 toneladas do mesmo material numa empresa de Caruaru, na região do agreste.
 
 
Pólo têxtil
 
O senador comentou que a empresa responsável pela importação do material, Império do Forro de Bolso, vende retalhos não apenas para Pernambuco, mas ao Brasil e ao exterior. Os lençóis usados no serviço de saúde da Carolina do Sul seria transformado em forros de bolsos de calças jeans. A empresa está sediada em Santa Cruz do Capibaribe e mantém instalações em Toritama, cidades do agreste pernambucano. Ele lembrou que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou a instalação de uma comissão formada por representantes do Estado, das cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru e da cadeia têxtil de Pernambuco.
 
"As autoridades brasileiras estão atuando para punir os responsáveis, mas não se pode colocar em risco o trabalho desenvolvido por diversas empresas do pólo têxtil que existe na região", adverte Humberto Costa. "O grave risco assumido por essa empresa irresponsável não pode e nem vai macular o pólo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, responsável pela produção de 14% do jeans brasileiro, ou de Toritama, que responde por 60% da produção nacional de jeans". 
 
O senador lembrou que a região abriga uma sólida indústria de confecções, cujo trabalho árduo e sério de milhares de trabalhadores e micros e pequenos empresários  transformou Santa Cruz do Capibaribe e Toritama numa das que mais vêm se desenvolvendo no Estado de Pernambuco. "Não precisamos suspender as vendas do pólo de confecções, onde há vários produtores responsáveis e mercadorias de qualidade", disse.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Previdência Própria: Bom ao município, risco ao servidor


Câmara começa discutir a implantação da previdência própria em Joaquim Gomes poderia      
Foto e Texto por Luzamir Carneiro

2011-03-14 - 10:55:36
Vamos começar essa ateria contando um pouco do que é Previdência Própria em resumo, pode-se dizer que é um sistema que acumula recursos que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar.
Em Joaquim Gomes, os servidores municipais repassam um valor descontado em folha para a Previdência Social, essa que é comandada pelo governo federal, nesse novo mandato de governo municipal, a prefeitura levanta a hipótese de transferir a previdência social para previdência prrópria, ou seja, os descontos em folha feitos pelo município passarão a ser recolhido para um fundo do próprio município, isso resumindo significará que os servidores da rede municipal passarão a serem aposentados pela prefeitura, ou seja, os salários serão pagos pelo município.
O assunto é bastante polêmico e deve ganhar uma discussão durante alguns dias ou quem sabe meses, a câmara recebeu o setor jurídico da prefeitura que apresentou antecipadamente um projeto que deve ser colocado no plenário, e isso já começa ser motivos de conversas entre o parlamento.
Os vereadores falaram pouco sobre o assunto, mas pretendem discutir com muita calma, explicou o vereador João Batista, já que se trata de uma mudança que pode gerar melhoria ou não ser viável para os principais interessados que são os funcionários públicos.
O presidente da Câmara Antonio Gonzaga, sugeriu até que, seja feito um plebiscito entre os servidores, isso para evitar que a câmara se responsabilize caso venha dar errado, Gonzaga disse que já que se trata de melhora ou não para a classe trabalhadora então acha que eles devem decidir, o presidente afirmou ainda que, será apenas um porta voz do povo nessa questão.
O site resolveu conversar com o prefeito sobre o assunto, José Marcelino explicou no último sábado que a previdência é a evolução das prefeituras que já são quase 50% no estado que aderiram e que estão satisfeitas com a migração, perguntamos como deve funcionar, veja o que disse o prefeito:
Primeiro hoje os servidores contribui com a previdência social, um órgão do governo federal, onde são repassados os valores descontados em folha, com isso a previdência cria um montante que no fim da carreira de trabalho, os servidores procuram a previdência e é lhe concedido uma aposentadoria pelo tempo de contribuição que os funcionários repassaram.
Com a implantação da Previdência privada, o município passara a ser o órgão recolhedor, e assim o servidor que contribui no final de sua jornada de trabalho deve procurar a prefeitura onde será concedida sua aposentadoria.


ENTREVISTA - HUMBERTO COSTA