MEIO A MEIO - Entre os que querem a aplicação imediata da lei, segundo ministros e interlocutores do STF, estão Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Do outro, além de Peluso, figuram Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli. O voto de Ellen Gracie é considerado imprevisível. (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)
DIÁRIO POLÍTICO DE FEIRA NOVA
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fichas sujas vão escapar dessa
MEIO A MEIO - Entre os que querem a aplicação imediata da lei, segundo ministros e interlocutores do STF, estão Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Do outro, além de Peluso, figuram Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli. O voto de Ellen Gracie é considerado imprevisível. (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)
Pesquisas divulgadas ontem apresentam novidade em vários estados
Eis, de acordo com pesquisas de opinião divulgadas na noite desta segunda-feira, algumas mudanças ocorridas a três semanas das eleições:
1- O candidato de Aécio ao governo de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), disparou de vez e não será mais alcançado pelo senador Hélio Costa (PMDB). Ele tem agora 41% de intenções de voto, ante 32% do peemedebista. Para o Senado, até agora, estão garantindo as vagas o próprio Aécio e o ex-presidente Itamar Franco (PPS).
2- Joaquim Roriz (PSC) pode sossegar porque não será governador de Brasília pela quinta vez. Foi ultrapassado por Agnelo Queiroz (PT), que tem agora 43%, ante 30% dele (Roriz).
3- O candidato de Tasso ao governo do CE, Marcos Cals (PSDB), continua em 3º nas pesquisas. O 1º, disparado, com 58%, é o governador Cid Gomes (PSB).
4- O senador Arthur Virgílio (PSDB) foi ultrapassado por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e agora está em 3º para o Senado. Para presidente, no Amazonas, Dilma tem 77% e Serra 10%.
Assessoria de Edvaldo Bione afirma que ele será o 2º em Vitória de Santo Antão
Uma das perguntas que mais se ouve hoje nas rodas políticas de Pernambuco é esta: quantos deputados estaduais o PHS elegerá? Três, quatro ou cinco?
Seu presidente regional, Belarmino Souza, que é vereador em Jaboatão, calcula entre quatro e cinco, afirmando que, dos nanicos, o PHS é o que tem a chapa mais forte.
Foi dito aqui neste blog que têm grandes possibilidades de eleger os candidatos Adalberto Cavalcanti (ex-prefeito de Afrânio), Mary Gouveia (1ª dama do Cabo) e Clóvis Corrêa (ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho).
Em razão disso, choveram notas de outros candidatos dizendo que também estão no páreo. Caso do médico e eterno candidato em Vitória de Santo Antão, Edvaldo Bione. Que, segundo sua assessoria, terá cerca de 15 mil votos no município, perdendo apenas para Aglailson Júnior (PSB), e de Cássia do Moinho, que substituiu o pai, Carlinhos do Moinho, ex-prefeito de Lagoa de Itaenga.
Marina já ganha de Serra em Brasília e empata no Rio e em Salvador

O recente escândalo da Receita, aliado à denúncia da revista ''Veja'' de que a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, teria feito ''tráfico de influência'' para favorecer um filho, Israel, que é sócio de uma empresa de consultoria, levou milhares de eleitores escolarizados a trocar Dilma Rousseff por Marina Silva.
Para surpresa da candidata do PV, que faz uma campanha linda, propositiva, sem agredir os adversários, ela já está em 2º lugar na preferência dos eleitores do Distrito Federal. Dilma tem 51% (Datafolha), ela 24% e José Serra 16%.
Em Salvador, a candidata de Lula tem 59%, Marina 15% e José Serra 14%. E, no Rio de Janeiro, a petista tem 46%, Serra 21% e a candidata do PV 18% (empate técnico).
terça-feira, 14 de setembro de 2010
DEPUTADOS SEM PROJETOS EM PERNAMBUCOS

Ao longo da atual 16ª Legislatura, alguns deputados apresentaram e divulgaram no próprio site do poder (www.alepe.pe.gov.br) suas atividades vinculadas ao denominado Departamento Legislativo, onde ficam registrados todos os documentos encaminhados pelos parlamentares para posterior aprovação de seus pares e do Executivo.
A confirmação da atualização dos dados da Casa constatou que existem deputados que não apresentaram sequer um projeto nesses últimos três anos e oito meses de legislatura. Por outro lado, outros deputados chegaram a apresentar uma quantidade bem mais significativa de projetos, aprovados ou não.
Alguns deputados reclamam do pequeno alcance, do menor poder de fogo dos estaduais e da falta de estrutura para realizar suas atividades. Entre os tipos de propostas apresentadas: Projetos de Lei Ordinária, Projetos de Lei Complementar, Projetos de Resolução, além das Propostas de Emenda Complementar (PEC), que atendem aos respectivos trâmites legislativos regimentais. Ainda existem as proposições classificadas como Indicativos ou Requerimentos, que não têm o caráter de ação efetiva.
Entre os 49 deputados estaduais pernambucanos, Isaltino Nascimento (PT), líder governista, que goza de uma estrutura maior devido ao cargo que ocupa, chegou a apresentar 68 propostas à Casa. Destas, conseguiu aprovar 35, outros 18 estão em tramitação, mais 14 foram retiradas e uma foi arquivada.
Dentro desse tipo de perspectiva - número de matérias apresentadas para apreciação -, o petista, também apoiado pela função política que desempenha, é o deputado com maior atividade regimental e parlamentar. Na outra ponta, três deputados não apresentaram projetos nesta legislatura. São eles: Aglaílson Júnior (PSB), Adelmo Duarte (DEM) e Geraldo Coelho (PTB).
Restam menos de dois meses para o eleitor ir às urnas, e ele pode decidir quem volta ou não ao Legislativo para mais um mandato. Num cenário de pouco estímulo encontrado pelos eleitores pelo envolvimento na vida política - muitos deles sequer lembram em quem votaram na última eleição -, é difícil encontrar aqueles que acompanham de perto a atuação de seu parlamentar escolhido. Mas espanta mais ainda que os próprios donos dos mandatos não demonstrem uma participação mais efetiva na atividade legislativa, em quase quatro anos de mandato.
“Não adianta apresentar propostas”
Dos deputados que não apresentaram nenhum projeto, apenas Aglaílson Júnior (PSB) justificou sua posição e atuação parlamentar. Apesar de relutar ao ponto de afirmar que tinha projeto apresentados, o socialista se curvou aos dados apresentados no site oficial da Assembleia.
Na concepção dele, não vale a pena apresentar projetos devido às dificuldades de aprovação, tanto pelo plenário quanto pelo crivo do Palácio do Campo das Princesas
“Apresentar projeto não adianta, não conseguimos aprovar. Qualquer projeto apresentado é logo desmanchado, modificado, qualquer um é barrado, por isso digo que não adianta apresentarmos propostas”, disse.
Para o deputado, é mais vantagem utilizar seu mandato de maneiras diferentes para atender ao pleito do seu contigente eleitoral.
“Prefiro consquistar as demandas da minha região com outros recursos. Para mim, é mais fácil solicitar e cobrar ações sem ser pela via de projetos. Solicito diretamente ao Governo, às secretarias, através de requerimentos muitas vezes, indicativos, poços artesianos, construção de barragens. Sem contar que exercemos o nosso dever de fiscalizações, nosso trabalho é feito em cima de outras ações”, avisou.
Os deputados Adelmo Duarte (DEM) e Geraldo Coelho (PTB) não foram encontrados pela reportagem para comentarem suas formas de atuação. Já o caso dos deputados Sebastião Oliveira (PR), com três projetos, e Ângelo Ferreira (PSB), com dois, podem ser colocados como diferenciados. Ambos ocuparam secretarias do Governo Eduardo Campos durante praticamente toda administração socialista, retornando aos seus postos legislativos apenas no início deste ano.
Henrique Queiroz foi o maior beneficiado com ato político.
O candidato estava acompanhado de seu filho o vice-prefeito da Vitória Henrique Filho, do vereador Frazão e do Secretario de Defesa do Cidadão da Prefeitura de Vitória Décio Filho, em seguida o candidato saiu em caminhada ao lado de Henrique Filho pelas ruas de Vitória na companhia do governador Eduardo Campos e dos candidatos ao senado Amando Monteiro e Humberto Costa. em seguida subiu ao palanque onde acompanhou os pronunciamentos festejando com sua militância que pintava parte da rua com verde e amarelo nos momentos que seu nome era citado, um fato interessante que aconteceu.
O pronunciamento de Eduardo Campos caiu como uma luva para Henrique Queiroz, em um determinado momento o governador se refere ao voto fechado para a chapa do governo e fez menção ao slogan usado por Henrique desde a última campanha para prefeito "nessa eleição precisamos fazer barba, Cabelo e Bigode" disse Eduardo o que levou a militância verde amarela ao delírio junto com o candidato que estava no palanque a festejar. No fim a maioria acredita que Henrique se beneficiou mais com a visita da comitiva a frente popular de que seu principal adversário.
Militantes de Aglailson Junior fazem o parlamentar ficar “Vermelho” de vergonha em ato político
Com a chegada de Eduardo Campos Aglailson Junior saiu em caminhada com o governador pelas ruas de Vitória, e subiu no palanque onde o evento ocorreu acompanhado de seu pai o ex- Prefeito de Vitória José Aglailson e do também Ex-Prefeito Demétrius Lisboa.
Os pronunciamentos foram iniciados pelo candidato ao senado Armando monteiro, em seguida foi à vez de Humberto Costa que também disputa uma das vagas para o senado e quem finalizou os discursos foi o governador candidato a reeleição Eduardo campos.
O que se viu no decorrer dos pronunciamentos foi uma serie de desrespeitos por parte da militância de Aglailson Junior para com os oradores, que foram interrompidos em seguidas oportunidades por gritos de ordem e de apoio a o Ex-Prefeito José Aglailson e em outros momentos provocações dirigidas dos partidários do também candidato Henrique Queiroz que ocupavam o espaço a frente do palanque.
No palanque o que se viu foi seguidos pedidos de calma e de respeito, por parte de Demétrius Lisboa, Humberto Costa que teve seu discurso paralisado por conta de uma briga entre militantes e Eduardo Campos que repudiou os atos agressivos e pediu antes de tudo em seu pronunciamento calma e mais respeito entre as pessoas, fez duras criticas a forma de se fazer política em Vitória e disse que é tempo de união que essa foi à marca de seu governo nesses quatro anos.
Segundo Eduardo, política e a arte de fazer alianças tecendo criticas aos candidatos e militantes de Aglailson Junior e Henrique Queiroz, ele ressalta que Vitória está em um estado muito bom de desenvolvimento e a cidade precisa se unir para que esse desenvolvimento beneficie a toda população.
EDUARDO CAMPOS É DISPUTADO EM VITÓRIA
Algo que só uma eleição atípica como essa pode nos proporcionar devemos isso também ao Ex-prefeito Elias Lira que com sua ausência proporcionou uma sobra de cerca de vinte mil votos esquentando a disputa pra ver quem fica com eles. O mais engraçado de se ver foi a guerra pra ver que cola mais adesivos um colava em Eduardo e os senadores o outro tirava e colava o seu em meio a empurrões dos eleitores mais fanáticos, todos querendo uma lasquinha da popularidade dos lideres da frente popular.
O fato que vale ser lembrado e esclarecido ao eleitor é que Eduardo e seus partidários vieram à Vitória para um ato político de sua campanha não para caminhada de candidato nenhum como foi anunciado à torto e a direita tanto por Henrique Queiroz e principalmente pela campanha de Aglailson Junior. Na verdade quem pegou carona no bonde foram os deputados tanto é verdade que o governador e os senadores pediram votos para os três candidatos de Vitória de Santo Antão até pra Edvaldo Bione (PHS), que acredito tomou a postura mais correta nessa disputa de atenção, ficando isento de tumultos e algazarras e acompanhando junto com sua militância sem muito alarde.
Como já era esperado, os vermelhinhos tomaram conta do evento uns patrocinados pela necessidade e outros pela paixão o que novamente fez o governador puxar as orelhas dos mesmos e de quem os comandam pelo comportamento na ocasião, fato que já havia acontecido na entrega das casas populares do Iraque quando hostilizaram Elias Lira, no fim todos tomaram seus papeis, Henrique Queiroz consolidou suas palavras e conseguiu o que queria, se alguém tinha duvida sobre o apoio de Eduardo a sua candidatura agoranão tem mais.
Aglailson Junior mais uma vez mostrou força colocando uma grande massa nas ruas, mas novamente perdeu pontos pela forma que sua militância se comporta, Edvaldo Bione não foi nem um nem outro como ele mesmo diz ficou isento dos holofotes fato que já era esperado pela forma que conduz sua campanha não querendo bater de frente com as duas lideranças e buscando se consolidar como a terceira força nessa disputa, mas quem se deu bem mesmo nesse escarcéu de cores foi Eduardo, Armando e Humberto que não estão nem ai com a disputa de cores, pois entre elas não encontram nenhuma que faça oposição a suas candidaturas e vêem em vitoria um cenário muito favorável para sua eleição. E quem sai perdendo em toda essa salada eleitoral é a fanática e desinformada população vitoriense que não tem vantagem nenhuma em toda essa briga.
Lula: "Precisamos extirpar o DEM"

Em discurso marcado por críticas à sigla opositora e aos adversários do PT em Santa Catarina, Lula disse que o Democratas "alimenta ódio".
"Eu não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio, que entrou na Justiça para acabar com o ProUni [programa federal de concessão de bolsas universitárias], como o DEM entrou", disse Lula.
Segundo última pesquisa do Ibope, o candidato do DEM ao governo de SC, Raimundo Colombo, assumiu a liderança na disputa. Colombo tem o apoio do PSDB e do PMDB do ex-governador Luiz Henrique, apoiado por Lula em 2006 e que hoje disputa vaga no Senado.
"Quando Luiz Henrique foi eleito pensei que ele ia mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira", disse o presidente. Em discurso, o presidente também centrou fogo na família Bornhausen, tradicional na política catarinense, do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM-SC) e do ex-presidente nacional do partido Jorge Bornhausen.
"Nós já aprendemos demais e sabemos que os Bornhausen não podem vir disfarçados de carneiros, porque já sabemos quem são os Bornhausen, já conhecemos as histórias deles", disse Lula.
Resposta
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, disse que as declarações de Lula denotam "desequilíbrio" do presidente. Afirmou que Lula "se aproveita de sua popularidade para agredir, tentar pisar em seus adversários", e que o presidente "deve estar com algum problema em relação aos últimos episódios [denúncias de irregularidades na Receita e na Casa Civil]".
Maia afirmou ainda que o presidente busca um "Congresso submisso ao PT" e que o discurso em Santa Catarina reflete "ódio pessoal que não sabe em um estadista, um homem que chegou onde ele chegou".
Até agora, senadores que Lula gostaria de derrotar estão escapando
Até agora, senadores que Lula gostaria de derrotar estão escapando
Pelas pesquisas mais recentes, alguns senadores de oposição que o presidente Lula gostaria de derrotar nessas eleições estão escapando.
São eles: Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e Marco Maciel (DEM-PE).
Arthur disputa a segunda vaga no AM com Vanessa Grazziotin (PCdoB); Tasso reina absoluto no Ceará (tem 52%); Agripino disputa a segunda vaga com Vilma Faria (PSB) mas está um pouco à frente dela; e Marco Maciel disputa a segunda vaga em PE com Armando Monteiro Neto (PTB).
O quinto desafeto do Palácio do Planalto, Heráclito Fortes (DEM-PI), está praticamente fora do jogo. É no 4º lugar no PI, perdendo para Wellington Dias (PT), Ciro Nogueira (PP) e Mão Santa (PSC).
Um vídeo com Arthur dizendo no Senado que mandaria dar uma surra no presidente Lula está sendo exibido no horário político da coligação adversária.
Eduardo Campos deverá sair das urnas como o político mais bem votado do país

A revista ''Isto É'' que chegou às bancas neste final de semana diz que o governador Eduardo Campos ''junta aliados e opositores e deverá sair das urnas como o político mais bem votado do país''.
De acordo com a matéria, assinada pelo repórter Alan Rodrigues, o governador tem 56 pontos percentuais de vantagem sobre Jarbas Vasconcelos, ''um político tradicionalmente bom de voto em Pernambuco''.
E acrescenta: ''Não há outro candidato com tamanha dianteira no Brasil. Campos vem sendo aclamado como ‘gênio sedutor’ por seu correligionários e leva dos seus adversários a pecha de ‘arrogante manipulador de resultados’ segundo definição do (candidato) a senador de oposição Raul Jungmann (PPS)''.
Ministra pode ser honesta, mas é irresponsável
Por: *Maurílio Ferreira Lima
A ministra Erenice Guerra, chefe da Casa Civil do presidente Lula, braço direito da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pode ser honesta, se a revista Veja não provar o contrário, mas é uma irresponsável.
Dr. Ulysses dizia e repetia: a maior desgraça do homem público é, em primeiro lugar, a família e depois os amigos. Ambos só querem tirar vantagem. A ministra tem um filho, Israel Guerra, que tem uma empresa que orienta, prepara os papéis e disputa licitações públicas para os clientes.
Em Brasília, ocorre a maior parte das licitações e existem dezenas de empresas que oferecem abertamente esse serviço, que é absolutamente legal. Qualquer cidadão pode oferecer esse serviço, menos filhos e parentes do presidente, ministros e dirigentes importantes.
Dessa maneira, a Ministra encerrou melancolicamente sua carreira. Ela pode se defender, processar a Veja, abrir todos os sigilos, mas não poderá ocupar nenhuma função no governo Dilma Rousseff .
Sua carreira foi destruída pelo seu filho.
Situação de César Maia e de Marco Maciel assusta o DEM, diz a Folha de São Paulo
De acordo com o jornal paulista, a cúpula nacional do DEM está preocupada com a eleição para o Senado de dois dos seus principais quadros políticos: Marco Maciel (PE), que disputa a reeleição, e o ex-prefeito do Rio, César Maia, pai do presidente nacional do partido, Rodrigo Maia (RJ).
É que na pesquisa do Datafolha divulgada no final de semana Maia foi ultrapassado pelo ex-presidente da UNE e ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), que faz parte da chapa do governador Sérgio Cabral (PMDB), ora caminhando para imprimir uma grande derrota ao deputado Fernando Gabeira (PV), candidato das oposições.
Em Pernambuco, acrescenta o Jornal, “caso Armando Monteiro (PTB) continue crescendo, o partido pode perder Marco Maciel, que foi por oito anos vice-presidente da República no governo FHC”.
Tucano não vai se deixar fazer o ''bode expiatório'' da provável derrota de Jarbas
a) O volume da campanha de Eduardo é muito superior ao da campanha de Jarbas. Eleição de governador e de presidente se dá “no caminho da opinião pública e não no caminho das estruturas”.
b) Não é quantidade de prefeitos que define eleição de governador. Arraes ganhou em 86 com menos prefeitos do que José Múcio, Jarbas ganhou em 98 com menos prefeitos do que Arraes, e Eduardo ganhou em 2006 com menos prefeitos do que Mendonça Filho.
c) Gostaria que todos os prefeitos do PSDB apoiassem Jarbas, mas não conseguiu, como o DEM e o PMDB também não conseguiram. “Toda essa discussão (de que o PSDB está com Eduardo) é uma exploração descabida”.
d) Não permitirá que o transformem em “bode expiatório” da eventual derrota de Jarbas e já sabe quem são os “setores da direita” que o chamam de traidor. “Essa compreensão não me surpreende nem me intimida. Tudo vai ficar muito claro e no devido lugar. É só uma questão de tempo”.
José Augusto Maia também se beneficia de decisão tomada pelo TSE
1) O ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e candidato a deputado federal pelo PTB, José Augusto Maia, teve motivo até de sobra para realizar um comício, ontem, em sua cidade, com a presença de umas 15 mil pessoas.
2) É que no último dia 08/09 o TSE, por unanimidade, negou recurso interposto pelo Ministério Público Eleitoral, de Palmas (TO), que pedia a impugnação do registro da candidatura do ex-prefeito de Santa Rosa do Tocantins (TO) e candidato a deputado estadual, Ailton Parente Araújo (PSDB), por ter tido contas rejeitadas pelo TCE-TO.
3) O TRE-TO deferiu o registro da candidatura sob a alegação de que o interessado só se tornaria inelegível se suas contas tivessem sido reprovadas pela Câmara Municipal, consoante o texto Constitucional.
4) No entanto, como a lei da ''ficha limpa'' determina que a simples rejeição de contas pelo TCE já é motivo de inelegibilidade, o Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão ao TSE.
5) O relator do processo, ministro Arnaldo Versiani, disse que o ex-prefeito teve, de fato, uma prestação de contas rejeitadas pelo TCE. Mas a Câmara Municipal, por maioria de dois terços, reprovou o parecer prévio do TCE e aprovou as contas.
6) Disse ainda que é jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é clara: só quem tem competência para julgar contas de prefeito é a Câmara Municipal.
7) O caso de Ailton Parente Araújo é exatamente igual ao de José Augusto Maia. Ambos são ex-prefeitos e candidatos a deputado e tiveram contas rejeitadas no TCE mas não na Câmara Municipal.
8) A única diferença é que José Augusto Maia teve o registro negado no TRE de Pernambuco, o que obrigou seu advogado, Márcio Alves, a entrar com recurso no TSE.
9) Como na Suprema Corte Eleitoral não há dois pesos e duas medidas, deduz-se que o recurso de José Augusto será deferido, para que ele seja candidato, assim como o do ex-prefeito de Santa Rosa do Tocantins também o foi.
É isso aí.
Grande imprensa tem um ''prato cheio'' para tentar impedir a vitória de Dilma

Dilmista assumida, a revista “Carta Capital” que está nas bancas diz, por meio do seu editor, Mino Carta, que a “mídia nativa” teve forças para eleger Fernando Collor de Mello em 1989 e Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.
Não o teve, porém, para derrotar Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e 2006 e também não está tendo para derrotar Dilma Rousseff, que tem mais de 20 pontos percentuais de vantagem em relação a José Serra, o candidato apoiado pela grande imprensa.
O artigo de Mino Carta foi escrito quando a revista “Veja” ainda não estava nas bancas acusando a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora de Dilma, de praticar tráfico de influência dentro do Palácio do Planalto.
Erenice é acusada de ter atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria que tem como um dos sócios o seu filho Israel Guerra (que não é o ex-deputado de Arcoverde).
Dilma disse no debate da Rede TV que o caso deve ser apurado, “doa a quem doer” e Erenice informou, por meio de nota, que contratou um escritório de advocacia para processar a revista “Veja”, que veio às bancas em boa hora para tentar, pelo menos, jogar a eleição para o segundo turno.
O caso já provocou a primeira vítima: o assessor da Casa Civil, Vinicius Castro, exonerou-se hoje do cargo que ocupava.
Carlos Lapa perde o apoio do ex-prefeito de Paudalho Eufrásio Gouveia Filho Escrito por Inaldo Sampaio
O ex-deputado Carlos Lapa (PP) teve uma péssima notícia neste final de semana. Perdeu o apoio em Paudalho do ex-prefeito, Eufrásio Gouveia Filho (PMDB), agora eleitor de José Humberto Cavalcanti (PTB).
Tanto Lapa como Zé Humberto são candidatos a deputado estadual e têm seus principais redutos na Zona da Mata Norte do Estado.
Apesar do prejuízo eleitoral, Lapa, que é ex-prefeito de Carpina, disse que se elegerá. “Querem me derrotar de todo jeito, mas eu vou mostrar aos meus adversários que eu não tô ruim das pernas, não. E vou me eleger”, disse ele.
Extraoficialmente, o motivo do rompimento de Eufrásio com Lapa foi o não cumprimento por parte deste do acordo financeiro que ambos haviam celebrado.
Quem não honrar acordo financeiro, tchau!!!
Quem conhece os bastidores de uma eleição de deputado sabe o que é “expectativa de voto” e o “voto na urna” propriamente dito. Diz-se que o candidato tem a “expectativa” quando faz um acerto político com determinado líder que, objetivamente, seja capaz de lhe transferir votos. Repasse de “xis” no dia tal, mais material de propaganda, carro de bom, combustível, etc. E conta com o “voto na urna” quando honra integralmente todas as cláusulas do acordo, sejam elas escritas ou verbais.
Acordo assinado em cartório nem sempre é honrado por uma das partes e temos exemplos disto em Pernambuco. Por incrível que pareça, a maior parte dos acordos que são honrados dispensam a formalidade dos cartórios. Sentam-se o candidato e a liderança, estabelecem verbalmente as bases do acordo e cumprem rigorosamente o que foi acertado. Como dizia Tancredo Neves, o maior patrimônio de um homem público é a sua palavra. Se ele não for capaz de honrá-la, deve logo trocar de ramo.
Em Pernambuco, até agora, são poucos os casos de políticos que trocaram de candidato por descumprimento de acordo. Mas todos devem ficar atentos porque ao menor sinal de “atraso de parcela” há uns dez na fila querendo se habilitar para fisgar o líder que foi lesado. Foi o que ocorreu em Paudalho, no último final de semana, com o ex-prefeito Eufrásio Gouveia. Ele tinha um acerto há um ano e meio com o ex-deputado Carlos Lapa. A parcela de agosto atrasou e ele trocou de candidato.
Em risco?
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Subida de Armando alerta militância de Humberto
Acelerando // Pelas contas do PTB, a candidatura de Armando Neto já conta hoje com o apoio de quase 170 prefeitos, além de ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e liderenças do interior, muitos das quais de partidos da oposição.
DEM dá carga total para reeleição de Maciel
Para incrementar as intenções de voto no senador, a equipe continuará investindo na apresentação da biografia política de Maciel. “A estratégia é mostrar o que ele fez por Pernambuco desde o início e o politico que ele é: honrado, sério, ficha limpa e que tem todas as credenciais para continuar nos representando no Senado”, afirmou Mendonça.
“O senador tem muita receptividade, trabalhou muito em determinados municípios, e dentro dessa realidade vamos trabalhar para que a votação dele possa ser a mais relevante possível”, asseverou. (Folha de Pernambuco - Débora Duque)
Fernando Henrique: um poço aqui de mágoas ISTOÉ
No PSDB o tema FHC tornou-se tabu. São poucos os grão-tucanos que aceitam falar abertamente sobre seu abandono pelo partido. Uma das exceções é o senador Álvaro Dias, que chegou a ser o candidato a vice de Serra por algumas horas. “Fernando Henrique tem bons motivos para estar magoado, chateado e triste, mas sei que ele é superior a tudo isso”, afirmou. Já nos partidos aliados o descontentamento sobre a forma de tratamento dado ao ex-presidente é mais explícito. “O Fernando Henrique tem razão para estar chateado. O governo dele simplesmente não foi citado na campanha de seu próprio partido”, diz o candidato ao Senado pelo DEM do Rio de Janeiro, Cesar Maia. O presidente do PTB, Roberto Jefferson, é mais enfático: “Infelizmente o Serra caiu nesse conto de que usar FHC seria ruim para a campanha. Errou feio.” Alijado da campanha tucana, que prefere usar a imagem de Lula à dele, o ex-presidente deixa claro ao partido que está insatisfeito e ataca os marqueteiros de José Serra.
“Eu mudei o Brasil e este legado não está aparecendo”
ISTOÉ – O sr. está satisfeito com a campanha do PSDB?
FHC – Qualquer coisa que eu diga agora vai ser tomada como crítica à campanha. É uma posição muito incômoda para mim. Fui presidente por oito anos e não me cabe ficar estilhaçando os outros na campanha. Cada um faz o seu. Só depois dos resultados efetivos é que a gente pode dizer o que foi certo e o que foi errado. Hoje se tem a visão do marquetismo. E acho que uma sociedade como a nossa já está um pouco cansada de marquetismo. Vivemos uma época de marquetismo exagerado e é preciso voltar ao nervo político. É importante se tentar algo diferente.
ISTOÉ – O quê, por exemplo?
FHC – O que é política? É você ter convicções e tentar fazer com que os outros tenham as mesmas que você. Veja o que aconteceu no caso do Obama. Quem tinha os recursos, a máquina toda, era a Hillary, mas ele sintonizou com o país em dado momento. O Lula também está sintonizado neste momento.
ISTOÉ – E o que Serra pode fazer para sintonizar com o País?
FHC – A campanha de Serra não está sintonizada com o País, mas ele tem condições de mudar isto. É uma coisa muito pessoal, mas eu acho que o ator conta muito. Passa muito pela pessoa, pelo ator. Esta semana ele apareceu em tevê nacional (no “Jornal da Globo”) e falou com as pessoas. Se eu fosse o Serra só faria aquilo, não ficaria esperando debates. Qualquer campanha tem que ser de conversa com o País. Eu sempre conversei, o Lula também, cada um do seu jeito. Serra é um homem inteligente, preparado. Ele sabe se expressar de maneira direta, mas não está conseguindo fazer isso.
ISTOÉ – Serra não está se comunicando com o povo?
FHC – Mas eu não quero colocar toda a responsabilidade nele. É de todo mundo. É preciso mais tenacidade, motivação. Serra é professor, sabe falar de maneira clara. Há mil modos de se comunicar com o povo.
ISTOÉ – Qual é a receita?
FHC – Não há, mas nesse tipo de situação, a meu ver, você tem que convencer, ser espontâneo, fazer graça e ser contundente também. Tem que misturar tudo isto e mostrar que tem garra.
ISTOÉ – A marquetagem está atrapalhando?
FHC – Atrapalha. O povo não te pega. Por exemplo, eles fizeram o Lula ficar calado um ano, no início do governo, para não dizer bobagem. Quando o Lula começou a falar, ele ganhou. Estamos fazendo campanhas engessadas, porque a maior preocupação no campo de batalha é a couraça. Se você conseguir quebrar isso, muda o jogo.
ISTOÉ – O sr. já falou isto para o Serra?
FHC – Lógico que já falei. Falo com ele por e-mail principalmente. Eu acho que ele concorda. O problema é que, quando você está em campanha, é muita sugestão, muita pressão, muita responsabilidade. Você não tem liberdade. Agora, é possível mudar. Não há uma onda petista. Há uma onda lulista. Em governo de Estado o PT não está crescendo em nenhum lugar. Acho que nesse momento entra a vontade. Ou você entra com vontade ou não faz nada. Você tem que ter decisão, vontade de lutar.
ISTOÉ – O sr. está magoado por não ser citado na campanha de seu partido?
FHC – Quando deixei o governo eu disse que não ia mais fazer política partidária. A decisão foi minha. Não tem cabimento eu ficar me acotovelando no meu partido com outros políticos. Eu não sou caudilho, não sou personalista e nunca aceitei esse tipo de papel. A razão de eu não estar mais na campanha é que eu não quero. Se quisesse, tinha batido na mesa.
ISTOÉ – Não o incomoda ver o candidato José Serra usar a imagem de Lula em vez da sua na campanha?
FHC – Pessoalmente não, mas precisa ver politicamente o que isso significa.
ISTOÉ – O sr. está satisfeito com a forma com que seu legado tem sido tratado nesta eleição?
FHC – Eu sei o que fiz e posso dizer com orgulho: eu mudei o Brasil. Este legado não está aparecendo, mas vai aparecer. Legado pertence à história. É angustiante o problema do político que tem visão de Estado, porque o julgamento que interessa ele não vai ver. Olha o jeito como Getúlio e Juscelino saíram do governo e a maneira com que foram julgados depois. Quem faz campanha está pensando no hoje e o julgamento que me interessa não é este, é o da história.
ISTOÉ – Lula não acaba se aproveitando deste legado, ao contrário do que faz o PSDB?
FHC – Eu acho que presidentes devem pôr limites, sair das campanhas. Tenho uma visão diferente da do Lula, que não quer sair da campanha. O que o Lula está fazendo nunca se viu em nenhum lugar. O presidente virar guerrilheiro? Isso não pode, porque junto ele traz o círculo de poder. É abuso de poder político. Eu tenho uma visão mais republicana.
ISTOÉ – O sr. está pessimista com o Brasil?
FHC – Acho que economicamente o Brasil tem motores muito poderosos. O Brasil engatou com o mundo e isso começa de longe. A primeira dívida real que temos nesse ponto é com o Collor. Depois nós reorganizamos o Estado brasileiro. E ainda dizem que eu sou neoliberal... Isso me chateia.
ISTOÉ – E qual a parcela do governo Lula?
FHC – Depois que estabilizamos a moeda ele pôde acelerar as políticas sociais, que são as mesmas do nosso governo. Uma das virtudes do governo Lula é que ele se dirigiu muito mais ao povo e o povo sentiu mais a política.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
INAGURAÇÃO DO COMITÊ DE HENRIQUE QUEIROZ E ANDRÉ DE PAULA EM FEIRA NOVA
Apesar da grande expectativa que se criou pelo evento, foi positivo e dentro do esperado pela organização, terminando numa grande festa, com discursos empolgado e de críticas ao atual prefeito e seus deputados.
Agora é esperar a inauguração do comitê dos candidatos do prefeito, que foi adiado de sabádo para hoje a noite, em respeito ao enterro de um familiar do prefeito, então fica para hoje o entendimento final.
Para tucanos ''originais'', PSDB deve ser refundado
Hoje, dos 109 fundadores, apenas Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, além de Serra, ainda compõem o conselho político nacional do partido. Existe consenso entre os entrevistados de que a perspectiva de ver seu principal antagonista no cenário político, o PT, chegar a pelo menos 12 anos seguidos no poder é fruto de erros cometidos pelos próprios tucanos.
Estigma de direita
Mesmo a conquista da Presidência, considerada prematura, com apenas seis anos de fundação, entra na lista de fatores que contribuíram para uma desconfiguração da unidade do partido.
'A experiência de governo contribuiu para agregar muitos novos filiados que já não partilhavam tanto daquela unidade doutrinária e ideológica que embasou a fundação', diz o ex-chefe de gabinete de FHC, José Lucena Dantas, hoje assessor de Tasso Jereissati (PSDB-CE). O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB-MG) vê um 'envaidecimento' do tucanato ao chegar no poder. 'O partido não se preocupou em crescer com seus princípios. Ficou mais aliancista', diz Mosconi, ex-presidente do partido e quatro vezes deputado federal.
Nesse sentido, o PSDB também acabou perdendo, nas palavras de João Gilberto Lucas Coelho, ex-vice-governador do Rio Grande do Sul e por três vezes deputado federal, o 'debate ideológico' com o PT.
'O PSDB foi apresentado como símbolo da direita brasileira pelo PT e não conseguiu vencer isso', afirma.
Popularidade de Lula
O fator popularidade de Lula entra, em parte, na conta de uma oposição feita de forma equivocada, em que êxitos da era FHC foram escondidos. 'Nós somos ruins de oposição. A verdade é essa', afirma Mosconi. Na avaliação de Euclides Scalco, ex-secretário-geral da Presidência e um dos expoentes da fundação tucana, em 1988, outro efeito até hoje sentido pelos oito anos de poder foi a ausência de uma militância forte nos Estados.
'Ganhe ou perca, o partido vai ter que se reformular, com base em novas lideranças', afirma Scalco. O ex-presidente da Assembleia Legislativa de SP Luiz Benedicto Máximo cita também a necessidade de definição de 'diretrizes claras'. 'Se não se refundar, vai ficar no marasmo, apenas com lideranças regionais', afirma.
Um obstáculo para esse movimento de 'refundação' é outro defeito atual do partido, segundo os tucanos: falta de um debate interno mais aberto. 'Não somos muito afeitos a conversar internamente', diz Mosconi.(Da Folha de S.Paulo)
Aliados de Serra usam twitter para criticá-lo
No episódio sobre um suposto dossiê que envolveria a economista e ex-modelo Marina Mantega, filha do ministro, Serra disse que o petista é um "homem correto". Em maio passado, o candidato do PSDB afirmou que o presidente Lula "está acima do bem e do mal". Nos últimos dias, Serra foi criticado por Lula pela forma como reagiu à notícia da quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica. Mantega rejeitou motivações eleitorais e disse que o vazamento de dados da Receita Federal "é muito maior".
Jefferson
O presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, é outro aliado que recorreu ao Twitter para reclamar de Serra. Queixou-se dos ataques do tucano ao ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), antigo adversário e agora aliado do PT e de Lula. Collor é candidato ao governo de Alagoas e faz campanha para a petista Dilma Rousseff. Na propaganda de TV, Serra destaca a aliança de Dilma com políticos que estiveram envolvidos em escândalos e denúncias, como Collor e os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (MA), do PMDB.
Apesar de vários parlamentares do PTB apoiarem Dilma, o partido está formalmente coligado com o PSDB de Serra. "O Collor em momento algum falou contra o Serra. Para que Serra está falando contra o Collor? Me deixa mal", protestou Jefferson no Twitter. "Fiz acordo com Collor. Eu não interviria em Alagoas e ele não criaria problemas para a coligação PTB/PSDB. A batida nacional em Collor/PTB afeta nossa campanha em Alagoas. Sé é ruim para meu partido, é para mim", insistiu o presidente do PTB.(Portal Estadão)
''João Paulo é que foi quase dizimado'', diz Jarbas
DEGOLA GERAL
A falência do Estado
A falência do Estado
RECEITA FEDERAL - SERVIDOR QUE VIOLOU OS DADOS TUCANOS É PETISTA
As consultas ao número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de EJ feitas pelo servidor se deram em 3 de abril de 2009, em menos de 1 minuto - das 16h32min18seg às 16h32min59seg. No mesmo dia, o CPF de EJ foi consultado também em Brasília, por uma servidora que comprovou à Corregedoria da Receita ter motivação profissional para o acesso.
Os presidentes do PT nacional, José Eduardo Dutra, do PT-MG, Reginaldo Lopes, e do PT de Arcos, Hideraldo José, dizem que não conhecem Amarante e que ele não teve atividades partidárias nos nove anos de filiação. “A oposição vai fazer mais estardalhaço, mas não há nenhuma relação da campanha com esse episódio. O fato de ser filiado, é claro, por si só causa constrangimento ao partido’’, afirmou Dutra, que disse que ele será expulso se comprovada irregularidade.
“Conheço o PT de Arcos, sou votado em Arcos, e nunca ouvi falar dessa pessoa. Se é filiado, não é militante’’, disse Lopes, do PT mineiro. O presidente do partido em Arcos - cidade de cerca de 36 mil habitantes - afirmou que a legenda tem na cidade 226 filiados. “Nunca nem vi essa pessoa. Ela nunca participou de qualquer ação, atividade partidária aqui em Arcos.’’
Ontem, a Folha de S. Paulo não conseguiu contatar Amarante. Ontem ele disse que, por ofício, acessa CPFs por motivos variados e que não se lembrava a razão de ter vasculhado a ficha de EJ. A consulta ao CPF dá acesso a dados cadastrais -como nome e endereço. Não permite observar declarações de renda nem de bens. Amarante também afirmou que até então não havia sido questionado pela Corregedoria da Receita, embora a sindicância tenha sido aberta há mais de dois meses.
Amarante é o segundo personagem do escândalo que pertence ao PT. O homem que usou uma procuração falsa para retirar na Receita os dados sigilosos de Veronica, o contador Antonio Carlos Atella, foi filiado de 2003 a até pelo menos 2009. A exemplo de Amarante, o PT diz que Atella nunca teve atuação partidária.
Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma
Na Folha de São Paulo deste domingo
A propaganda eleitoral tem apresentado a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) como uma eficiente gestora. Um erro cometido à frente do Ministério de Minas e Energia, contudo, coloca em xeque essa imagem.
A falha foi apontada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em um processo que se arrastou por sete anos, e corroborada por uma auditoria do próprio governo.
Segundo as decisões do tribunal, Dilma tardou em reconhecer e corrigir deficiências na tarifa social, um benefício concedido a consumidores de luz de baixa renda.
O erro resultou no gasto inadequado, entre 2002 e 2007, de R$ 2 bilhões de um fundo mantido por consumidores de todo o país. Do total, R$ 989 milhões corresponderam à passagem de Dilma pelo ministério, de 2003 a 2005.
A tarifa é coberta por um encargo embutido na conta de luz, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).
Gerido pelo governo, o fundo CDE remunera as distribuidoras de energia de acordo com o número de famílias beneficiadas pela tarifa social, além de bancar o Luz para Todos e outros programas federais.
Os R$ 2 bilhões que, segundo o TCU, foram desperdiçados, poderiam ter sido usados para investimentos federais ou mesmo na ajuda a famílias pobres.
Na época, um dos critérios para a concessão do benefício era o consumo residencial. Os técnicos do tribunal, contudo, concluíram que consumidores que gastavam pouco (até 80 kWh por mês), não eram, necessariamente, pobres -caso de donos de casas de veraneio.
Por outro lado, consumidores de fato pobres ficavam de fora do desconto, pois podiam registrar consumo acima de 80 kWh/mês, devido ao alto número de moradores sob um mesmo teto.
Ou seja, consumidores pobres subsidiaram ricos.
O tribunal propôs, então, a reformulação dos critérios do benefício, criado em abril de 2002, último ano do governo FHC. Em três comunicados, o TCU alertou a ministra Dilma sobre o problema.
Mas Minas e Energia só contratou o estudo requisitado pelo TCU em 2006, quando Dilma já tinha ido para a Casa Civil. E a lei acabou sendo alterada apenas em 2010.
A primeira advertência ocorreu em abril de 2003. O então presidente do tribunal, Valmir Campelo, informou que os ministros, em votação no plenário, haviam aprovado acórdão que apontava as inconsistências.
O texto recomendava à ministra, "com a urgência que o assunto requer", que adotasse cinco medidas, incluindo a contratação de estudo que indicasse o cálculo mais adequado para a tarifa.
Em 2004, o TCU mandou para o ministério um grupo de analistas, que por 19 dias avaliou se as recomendações haviam sido adotadas. A equipe concluiu que a ministra não tinha feito as mudanças nem contratado o estudo.
O ministério alegou dificuldades para unificar o cadastro dos programas sociais e pediu mais tempo. A explicação não convenceu. "Tal postura é preocupante", advertiram os analistas.
Em 2005, os ministros do TCU reiteraram as recomendações de 2003. Dilma foi notificada, por duas vezes, no mês de fevereiro.
Dois meses depois da saída de Dilma da pasta, o novo ministro, Silas Rondeau, criou um grupo de trabalho sobre o tema. O estudo requisitado desde 2003 foi contratado pelo governo no dia 16 de janeiro de 2006.
Tiririca pode acabar eleições com mais votos do que Mercadante em São Paulo
Pesquisas indicam um Senado dilmista
Está em formação uma onda governista, mas não petista, na eleição para o Senado. Nas 54 vagas em disputa, a maioria dos favoritos está alinhada à presidenciável Dilma Rousseff (PT) em detrimento do seu concorrente direto, José Serra (PSDB).
Segundo pesquisas disponíveis, há 66 candidatos em primeiro e segundo lugar na corrida pelas 54 cadeiras de senador. O Senado tem 81 cadeiras, mas 27 senadores têm ainda mandato até 2015.
Entre os 66 favoritos, 42 se declaram pró-Dilma e só 22 apoiam Serra. Quando se consideram apenas os candidatos que estão em primeiro lugar, Dilma tem 20 nomes a seu favor. Serra conta com 6.
Apesar da ampla adesão à petista, seu partido não deve fazer uma bancada muito maior em relação à atual. O PT tem no momento oito cadeiras no Senado. Em tese, pode ir a 16. Mas a direção partidária espera chegar a 12.
A contenção da onda vermelho-petista se dá por conta da estratégia adotada pelo presidente Lula. Em muitos Estados, o Planalto impôs ao PT privilegiar aliados em nome da aliança no nível federal a favor de Dilma.
O avanço comedido dos petistas não impedirá que a composição da Câmara Alta do país seja mais governista.
Há hoje uma mudança de método. Nas duas vitórias de Lula (2002 e 2006), o PMDB nunca esteve associado ao PT na largada. Agora, a maioria dos peemedebistas usa oficialmente a imagem do presidente e de Dilma em suas campanhas. A adesão se dá antes da eleição.
O PMDB deve novamente fazer a maior bancada do Senado, podendo sair dos atuais 17 e chegar até a 22 --dos quais pelo menos 16 são dilmistas assumidos.
Outros partidos com candidatos competitivos ao Senado e favoráveis a Dilma são PSB, PDT, e PR (até cinco cadeiras cada a partir de 2011). Somadas também as siglas de menor expressão, a bancada governista pró-PT pode superar 50 cadeiras.
Para alterar a Constituição são necessários três quintos dos 81 senadores --49 votos. Com 50 senadores ao seu lado, Dilma terá amplo poder.
Já a oposição, hoje quase circunscrita ao PSDB e ao DEM, terá 27 cadeiras se tudo der certo para essas duas siglas --o que parece improvável. Os tucanos têm chance de ir a 16 vagas. Os demistas, a 11. Mas a maioria dos nomes competitivos dos oposicionistas está em segundo lugar --muitas vezes perseguidos de perto por lulistas.
Apesar de faltarem 30 dias para a eleição, as previsões sobre o Senado devem ser analisadas com cautela, porque o voto para o Congresso tende a se cristalizar em cima da hora. Em 2006, Eduardo Suplicy (PT) tinha 40% ou mais em todas as pesquisas no início de setembro, e Afif Domingos (PFL, hoje DEM) estava sempre na faixa de 15% ou abaixo. No dia da eleição, o petista foi eleito com 48%, mas teve o pefelista no seu encalço com 44%.
Serra diz não ter dúvida de envolvimento do PT em quebra de sigilo na Receita. Chora ao falar de Verônica e acusa PT de terrorismo
O candidato a presidente José Serra (PSDB) afirmou neste domingo não ter dúvidas de que o PT está envolvido no episódio da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a ele e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Eu não tenho dúvida [de que há envolvimento do PT nesses episódios]. Esse é o DNA do PT", disse em entrevista coletiva após visitar o Museu da Língua Portuguesa, no centro de São Paulo.
Questionado pelos jornalistas a respeito das críticas feitas por Lula durante comício em Guarulhos (SP), ontem, Serra preferiu evitar o confronto: "Eu não vou ficar batendo boca com o Lula". Mas disse que Dilma Rousseff (PT) precisa parar de se esconder atrás do presidente.
No Portal Terra
JOINVILLE - O candidato do PSDB à presidência, José Serra, chorou em comício realizado na noite desta sexta-feira (4) em Joinville (SC) ao comentar a violação do imposto de renda de sua filha. Ele relembrou a prisão ocorrida no Chile, em 1973, e acusou o PT de "terrorismo". "Minha filha nunca se envolveu com política, tem três filhos pequenos para cuidar e não merecia sofrer esse terrorismo. Isso é um atentado, um fato que assusta e ameaça o regime democrático", afirmou.
Serra fez um discurso para cerca de 500 pessoas em um clube da cidade. Ao falar sobre política, ele relembrou o período de exílio após o golpe militar e a prisão ocorrida diante de dois filhos. "Estava com meu filho de um ano no colo. Minha filha, então com quatro anos, viu policiais colocarem um fuzil na minha cabeça e me algemarem. Isso me machucou muito e fez com que eu sempre lutasse pelos direitos humanos".
Em tom bastante emocionado, o ex-governador paulista falou em detalhes de sua prisão e de seu exílio. "Fui duplamente exilado, fiquei 14 anos sem ver minha família e nunca esperava passar por isso novamente até que essa barbaridade veio à tona", disse em meio ao discurso, sem esconder as lágrimas. "Lutei pelos direitos humanos toda a minha vida. Não tenho um questionamento sobre minha vida pública ou mesmo um padrinho. Não merecia passar por isso".
Serra foi acompanhado por lideranças do DEM e do PMDB durante sua passagem por Joinville, o maior colégio eleitoral de Santa Catarina. Apesar do desabafo e de declarações duras contra Lula e o PT, ele afirmou que se eleito, pretende exercer um governo de "união". "Chega de administrações para amigos e compadres. Queremos um Brasil unido, com todas as forças e liderança. Nossa democracia não tem mais espaço para outro tipo de atitude".
Eduardo abre 56 pontos de vantagem sobre Jarbas e Armando empata com Maciel
1) A TV Globo divulgou na noite desta sexta-feira a mais recente pesquisa do Ibope sobre a intenção de votos dos pernambucanos para o governo estadual.
2) O governador Eduardo Campos abriu 56 pontos percentuais de vantagem sobre o candidato do PMDB, senador Jarbas Vasconcelos.
3) Se as eleições fossem hoje, o governador teria 73% dos votos, ante 17% do senador peemedebista.
4) Eduardo Campos tinha 60% em 30 de julho, subiu para 69% em 26 de agosto e agora está com 73%.
5) Jarbas Vasconcelos tinha 24% no final de julho, caiu para 20% em agosto e agora está com 17%.
6) A margem de erro da pesquisa é de 2%.
7) Para o Senado, Humberto Costa permanece em 1º com 49% das intenções de voto, Marco Maciel em 2º com 34% e Armando Monteiro em 3º com 34%. Raul Jungmann é o último colocado com 9%.
8) Ainda há 32% de eleitores indecisos para o Senado, dado que muitos eleitores ainda não sabem que é possível votar em dois candidatos.
É isso aí.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Serra muda tática e parte para o ataque com "fogo cerrado"

Chamando o caso de “baixaria política”, Serra perguntou “a quem interessa, quem esta por trás” do crime: “Minha filha é uma mulher honrada, mãe de três filhos, nunca se meteu em política. Estou indignado. Isso não é política, é sujeira”.
Caseiro Francenildo
O programa lembrou do R$ 1,7 milhão que seria usado em 2006 para comprar dossiês contra Serra, do mensalão, da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo e que, em 1989, o então presidenciável Fernando Collor de Melo explorou uma história pessoal da filha do seu adversário, o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na campanha e acabou vencendo. “Hoje, Collor está com Dilma”, afirmou por duas vezes a narração do programa, com imagens do alagoano num comício declarando apoio à candidata petista.
Em outra tentativa de colar a imagem da adversária ao escândalo, Serra lembrou o caso da ex-secretária da Receita Lina Maria Vieira. Em 2009, Lina contou que Dilma, então ministra-chefe lhe ordenou para agilizar e atenuar investigações às empresas da família do presidente do Senado, José Sarney. Dilma nega e nada foi provado.(De O DIA - Sheila Machado)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Dilma venceria Serra, hoje, com o dobro de votos, diz o instituto Vox Populi
O Jornal da Band divulgou na noite desta quarta-feira a mais nova pesquisa do instituto Vox Populi realizada pelo sistema ''tracking'' (acompanhamento diário das intenções de voto do eleitor, com 500 questionários, e margem de erro de 2%, para mais ou para menos).
Segundo esta pesquisa, que foi realizada dia 31 de agosto, Dilma Rousseff seria eleita hoje, no primeiro turno, com 51% dos votos.
Já seu principal opositor, José Serra, teria 25% dos votos. Marina Silva, a candidata do PV, teria 9%. Aguarda-se para o final de semana a divulgação de mais duas pesquisas, uma do Ibope e outra do Datafolha.
Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato do prefeito Yves Ribeiro
1) Seguiu hoje para o gabinete do ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral, o parecer assinado pela vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, opinando pela cassação do mandato do prefeito de Paulista, Yves Ribeiro (PSB), por reeleições indefinidas.
2) A ação de impugnação de mandato eletivo foi interposta no TRE de Pernambuco pelo ex-prefeito Antonio Speck, da coligação ''Paulista cansou e quer mudança''. Ele perdeu a causa aqui e entrou com recurso lá, cujo relator é o ministro Arnaldo Versiani.
3) Em resumo, o parecer da procuradora afirma o seguinte: que Yves Ribeiro cumpre em Paulista o 5º mandato consecutivo de prefeito.
4) Elegeu-se em 1988 em Itapissuma e foi reeleito em 1992; em 1996 transferiu o domicilio eleitoral para Igarassu, onde foi eleito e reeleito (2000); em 2004 mudou novamente o domicílio para Paulista, onde foi eleito e reeleito (2008).
5) A Constituição Federal é clara, segundo o parecer da procuradora, citando o voto do ministro Carlos Ayres Brito em processo que teve como interessado o prefeito de Rio das Pedras (AL).
6) O ministro disse naquela ocasião (2008) que a Constituição veda a perpetuação no cargo, não sendo possível o exercício do terceiro mandato subseqüente, ainda que em município diverso.
7) E acrescentou: ''A transferência de domicílio eleitoral não pode ser utilizada para fraudar a vedação constitucional''.
8) Ante o exposto, diz o parecer da procuradora, ''opino pelo conhecimento e provimento do recurso especial''.
9) Ante o exposto novamente, o prefeito Yves Ribeiro deve colocar as barbas de molho porque o relator deste processo é conhecido no TSE como ''carne de pescoço''.
É isso aí.
Com os olhos voltados para Pernambuco
Órgãos de imprensa do Rio e de São Paulo começam a prestar mais atenção aos passos políticos do governador Eduardo Campos depois que as pesquisas do Datafolha e do Ibope o apontaram como o mais novo fenômeno eleitoral de Pernambuco.
Recentemente o Datafolha o elegeu como o governador mais bem avaliado do país, dentre os nove que foram pesquisados, e o que detém o mais alto índice de intenções de voto: 69% (pelo próprio Datafolha) e 70% (pela última pesquisa do Ibope).
Isso pode ser surpresa para muita gente, menos para o “farejador” de talentos, Fernando Lyra, ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça, que no seu recém lançado livro de memórias, “Daquilo que eu sei”, diz enxergar no horizonte político do país “dois grandes netos de dois grandes avôs”: Eduardo Campos (Miguel Arraes) e Aécio Neves (Tancredo Neves). Pelas pesquisas de hoje, Eduardo seria reeleito governador com 75% dos votos válidos e Aécio, senador, com percentual idêntico.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Zé de Luz permanece candidato a deputado, mas agora ''sub judice''
1) Ele teve o registro da candidatura a deputado impugnado por causa de uma Auditoria Especial do TCE e uma prestação de contas.
2) Por maioria de votos (4 x 3), o processo da Auditoria foi desconsiderado. E também por maioria de votos (4 x 3), foi mantida a sua inelegibilidade pelo fato de a Câmara Municipal de Caetés, acolhendo parecer prévio emitido pelo TCE, ter rejeitado as contas dele do ano de 2004.
3) Como os três desembargadores que votaram a favor dele entendem que não houve “nota de improbidade” na rejeição das contas, cabe recurso da decisão ao TSE, algo que os advogados Márcio e Amaro Alves já estão providenciando.
4) Assim sendo, ele continua normalmente na campanha, mas “sub judice”. Se o TSE confirmar a decisão do TRE de Pernambuco, adeus! Se não, ele continua na batalha e com grandes possibilidades de ser eleito.
Presidente do CDL de Carpina compara a Câmara de lá a peito de homem: ''não serve pra nada
Entrevistado hoje pela Rádio Nova Carpina FM, no programa de Francisco Júnior, o presidente do Clube de Diretores Lojistas da cidade, Francisco dos Anjos, comparou a Câmara de Vereadores do Município a peito de homem: “não serve para nada”.
A resposta foi em razão de uma pergunta feita pelo radialista João de Bahia: por que somente no período eleitoral os vereadores decidem fazer questionamentos à administração municipal?
Perguntado, em seguida, sobre se não temia ser interpelado judicialmente por algum vereador, o lojista respondeu que não. Porque a Câmara não teria condições de prestar contas dos R$ 200 mil que recebe por mês do Executivo a título de duodécimo.
Lula deu chance a Maciel para se defender
Pelo estilo, não era do interesse do senador Marco Maciel ir ontem à tribuna do Senado, como foi, para responder a um ataque do presidente Lula. Não é do seu feitio entrar em confronto com ninguém, muito menos com o presidente da República, que é pernambucano como ele, embora pertençam a partidos distintos, No entanto, convencido por sua assessoria, o senador sentiu-se na obrigação de responder as críticas do presidente segundo as quais nada fez por Pernambuco em 44 anos de vida pública.
Começou citando Louis Buffon, do Partido Socialista Francês: “O estilo é o homem”, querendo dizer que a forma de cada um se portar na sociedade, e também de encarar o mundo, “identifica o que somos”. Ele se considera um membro do “partido da conciliação” dizendo que se tivesse que dar um conselho aos jovens políticos lhes recomendaria buscar no que os separa aquilo que os une. Daí, mesmo não se sentindo ofendido pelas declarações do presidente, sentiu-se no dever de respondê-las.
Reeleição certa
O outro neto
Fernando de Barros e Silva (Folha de S.Paulo)
Especula-se muito a respeito do futuro político de Aécio Neves. Presume-se que sairá da eleição como senador e virtual líder da oposição. Difícil saber qual será sua disposição para assumir, e como, o papel de aglutinador do bloco derrotado por Dilma Rousseff. Seja como for, o neto de Tancredo Neves é presença certa em qualquer lista de presidenciáveis para 2014. Mas é bom começar a prestar atenção em outro neto ilustre (e também jeitoso) da política nacional -- o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). É certo que o herdeiro de Miguel Arraes sairá das urnas maior do que entrou.
Com quase 70% das intenções de voto, sua reeleição será um passeio. Sua candidatura arrastou para si 15 partidos, o triplo do que tinha em 2006, quando derrotou o DEM no segundo turno. Ontem, o jornal 'Valor Econômico' mostrou numa extensa reportagem que a base de apoio de Campos conta com várias figuraças da velha direita, como Inocêncio Oliveira (PR, ex-PFL), Joaquim Francisco (PSB, ex-PFL), Severino Cavalcanti (PP) etc. etc.
É com essa turma a tiracolo, e apoiado por 14 dos 17 prefeitos tucanos no Estado, que o governador vai 'vingar' a derrota sofrida por seu avô em 1998, quando também tentava a reeleição contra o mesmo Jarbas Vasconcelos (PMDB).
Neto de Arraes, Eduardo Campos sabe que deve seu voo à relação que veio consolidando com Lula desde que foi ministro de Ciência e Tecnologia, no primeiro mandato. Este ano, à frente do PSB, foi decisivo para esvaziar as fantasias presidenciais de Ciro Gomes.
O líder do Nordeste em ascensão agora é ele. Num cenário político que será dominado (e disputado) por duas grandes forças, PT e PMDB, Campos desponta no bloco governista como uma terceira via emergente. Isso não significa que será candidato em 2014. Hoje parece até mais razoável que não seja. Aécio tem 50 anos; Campos, 45. Tem petista que já o imagina como vice dos sonhos para Lula daqui a quatro anos.
Guru da campanha de Serra cria ''a hora da virada''
A chegada de Singh à campanha de Serra, no entanto, ainda é nebulosa. A Folha ouviu dirigentes tucanos e integrantes da equipe da internet, inclusive a coordenadora da área, Soninha Francine, e ninguém diz saber quem é o responsável pela aquisição. Uma das mudanças mais polêmicas foi o surgimento da frase "É a hora da virada", que estampa a página principal do site desde segunda-feira.
O fato é que foi criado, na prática, um segundo polo de comunicação na campanha. Dois integrantes da equipe da internet ouvidos pela Folha dizem que "odiaram" a mudança no site oficial de Serra, que desde segunda-feira resume-se a um mural com opiniões de eleitores sobre o tucano.
"Eleger Dilma é risco à vida institucional do país", diz FHC
Na opinião do ex-presidente da República, a eventual eleição de Dilma Rousseff (PT) representa risco não à economia, mas à 'vida institucional' do país. De acordo com FHC, o PT 'não pratica gestos tresloucados, mas desvirtua as instituições por dentro'.
FHC - Fiz e ouvi críticas. À falta de espontaneidade e à ideia de que ele seria um candidato de continuidade.
Segundo relato, o sr., nessa apresentação, não se mostrou pessimista com o futuro do país em caso de vitória de Dilma Rousseff. É verdade?
O que eu disse foi outra coisa: que a economia brasileira dispõe de motores fortes. Nesse sentido, eu não sou pessimista. Mas, quanto a riscos de passo atrás na política, na vida institucional, eles estão por todos os lados.
Que riscos seriam esses?
O abuso da máquina pública para propósitos partidários, como se vê escandalosamente na atual campanha. Depois, o fortalecimento de uma tendência corporativa, cimentando a aliança entre fundos de pensão, sindicatos e grandes empresas, com o fim político óbvio.
O sr. também teria dito que o PT não vai fazer 'nenhuma maluquice', como não fez no governo Lula.
Depende do que se entenda por fazer maluquice. O PT tem corroído as instituições públicas por dentro, como cupim. Não pratica atitudes tresloucadas, mas desvirtua as instituições por dentro, como está fazendo, por exemplo, na ANP (Agência Nacional do Petróleo).
O sr. acha mesmo que há no país uma tendência à estatização, e que ela será mantida independentemente de quem vença a eleição?
Não. Eu disse que a matriz estatizante é enraizada no país, em todos os partidos. Mas é óbvio que ela vai se acentuar num eventual governo Dilma, na direção dos sinais visíveis nos dois últimos anos do governo Lula.(Folha de S.Paulo - Renata Lo Prete)